quarta-feira, 3 de junho de 2009

Notícias da Freguesia de Covões - Maio, Número 4

APRESENTAÇÂO DE UM LIVRO SOBRE HISTÓRIAS DA GÂNDARA
Vai ser feita a apresentação editorial do mais recente livro de António Castelo Branco, intitulado "Lazarilhos da Gândara" que apresenta um conjunto de pequenas histórias de passagens populares verdadeiras ou do antigo imaginário local, descritas de uma forma simples mas profunda, querendo o seu autor estimular as recordações de um passado vivido por várias personagens que marcaram de forma indelével as muitas cenas do quotidiano popular da Gândara. Esta apresentação será realizada no próximo dia 19 de Junho, pelas 21 horas, no auditório da Biblioteca Municipal e é uma organização do Município de Cantanhede.

CAMPANHA NACIONAL DE DEFESA DOS PINHEIROS NA REGIÃO
Está em curso uma campanha nacional de sensibilização para a protecção dos pinheiros contra uma praga designada de nemátodo. Assim todos os interessados poderão obter informações, junto da autarquia local, sobre a forma como poderão responder a esta doença silvícola. O nemátodo da madeira do pinheiro é um verme microscópico que ataca preferencialmente árvores resinosas, esta doença é transmitida entre árvores por meio de insectos voadores que têm a sua actividade de contaminação mais intensa entre os meses de Abril e Outubro. Os principais sintomas que se manifestam nos pinheiros infectados são: amarelecimento das agulhas de forma gradual, diminuição da produção de resina, manutenção das agulhas mortas nas árvores por períodos mais longos, aumento rápido de ramos secos e quebradiços de forma invulgar. Assim os serviços competentes do Ministério da Agricultura pedem aos proprietários de pinhais infectados que realizem de forma eficaz uma limpeza de todos os pinheiros doentes de forma a travar a propagação rápida desta enfermidade. Mais informações deverão ser solicitadas aos serviços de fiscalização florestal existentes na Câmara Municipal de Cantanhede.


PREPARATIVOS PARA AS FESTIVIDADES DE SANTO ANTÓNIO
Já foi realizada a divulgação do programa das festas em hora de Santo António, Padroeiro da paróquia e da freguesia. Assim, a comissão organizadora das festividades está a realizar um peditório local aproveitando para fazer a apresentação dos eventos recreativo que terão início no dia 10 de Junho

por Messias Simões

PRÓXIMAS NOTÍCIAS

Saneamento em Covões

Dixieland em Marvão

Festas do Corpo de Deus

http://www.covoes.com/informacoes.html

segunda-feira, 1 de junho de 2009

A história de um porquinho

Reza a história, pelo menos a que é contada cá pelas nossas bandas, que o famoso Leitão da Bairrada, iguaria sem par com direito a honras de Confraria, é originário dos Covões. No entanto, outras localidades reivindicam este petisco como a Mealhada, Anadia e Águeda. Como o afirma o senhor José Mendes, assador de leitões na Mealhada, "Pergunte a quem quiser. De onde é o Leitão? Sempre foi da Mealhada!", ou ainda o Samuel Fernandes de Aguada de Cima que conta a história de um homem que vivia na Miragaia e vendia leitões de porta em porta. Ora as origens do leitão são anteriores a todas as fábulas e a todos os "Ti Maneis" a quem é atribuída a paternidade do prato. A primeira referência documental, segundo a Confraria Gastronómica do Leitão da Bairrada, do modo de confecção do Leitão da Bairrada remonta a 1743 ("Cadernos de refeitório, manuscrito conventual"). Com esta "tenra" idade será difícil estabelecer com exactidão onde tudo começou mas, os mais de 250 anos de história do saboroso Leitão da Bairrada transformaram-no num prato nacional e "o prato nacional é como o romanceiro nacional, um produto do génio colectivo: ninguém o inventou e inventaram-no todos..." (Fialho de Almeida).
Venha ele de onde vier as devidas honras devem ser feitas aos assadores da nossa terra que estão, sem dúvida, entre os melhores da sua arte.




Fotos por Manuel Ruivo

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O que é que Covões tem?



A minha filha encontra-se em Vancouver (Canada) e, a partir daí, mantém activo um blog trilingue - http://larix-occidentalis.blogspot.com/
Este espaço contém textos interessantes e fotos muito belas.
Um dos seus textos fala sobre Covões e não resisto à tentação de o divulgar através deste meio.
Obrigado, Raquel.







No Portugal dos anos 80, caracterizado por uma miscelânea entre o ruralismo tradicional e a conquista da modernidade citadina, eu cresci, de forma intermitente, entre os dois meios, rural e urbano. Assim, passei os meus dias, ditos úteis, na cidade e os fins-de-semana, férias, feriados nacionais e religiosos na aldeia.
Numa aldeia como tantas outras mas ao mesmo tempo singular. Covões, a aldeia comum, tem uma igreja, um santo padroeiro, festas e romarias.
Tem desafios de malha, jogos de cartas e um clube de caçadores.
Tem ajuntamentos de conterrâneos em busca das últimas novidades.
Tem música! Tem teatro! Covões, a aldeia singular tem... algo de inexplicável. Algo que eu chamo a força de atracção de Covões sobre os covonenses, tal como a força gravitacional atrai os objectos sob a terra.Ora isto não é pura ficção é apenas meia ficção. Mesmo se tal força física não existe os covonenses apresentam uma tendência, estatisticamente não comprovada, de regressar à aldeia. Este efeito é notório entre os indivíduos que, por razões profissionais e/ou pessoais, se estabeleceram em terras de outrem. Estes indivíduos são facilmente detectáveis em períodos festivos como a quaresma, a festa de Santo António ou aos fins-de-semana. A sua presença na comunidade rural, mesmo que esporádica, é reforçada com a construção de habitações. Após este período de vai e vem, uma grande maioria destes covonenses instala-se definitivamente na aldeia ou expressa abertamente as suas intenções de regressar à terra. Ademais, este desejo de regressar aos Covões é independente da distância aos lugares onde estabeleceram residência. Ou seja, estar perto não é suficientemente próximo. Vários exemplos concretos, os quais não vou referir por respeito pela privacidade alheia, incluindo a do meu pai, corroboram com este efeito iô-iô. Mas a questão fundamental ainda está por esclarecer, o porquê desta atracção.Apesar de me incluir, de certa forma, no fenómeno iô-iô, sou incapaz de fornecer uma resposta ou respostas concretas para este efeito generalizado.
Por isso venho solicitar a participação de todos os covonenses num estudo sobre "O que é que os Covões tem?". Enviem-me as vossas respostas sob forma de comentário a esta mensagem ou via e-mail para occidentalis.larch@gmail.com.Desde já agradeço a vossa participação (se bem que tenho a certeza que isto vai passar como um cão por vinha vindimada).
Notas:Para os que desconhecem, Covões é uma povoação rural e sede de freguesia da região da Bairrada. Para uma descrição detalhada das gentes e costumes assim como das infraestruturas existentes podem-se consultar o sítio da freguesia criado por um covonense dalém mar http://www.covoes.com/introducao.html e o Blog da Freguesia de Covões.Este estudo é puramente arbitrário não apresentando quaisquer bases científicas, sociológicas, psicológicas, antropológicas, analógicas ou digitais.

Tradições


Passou mais um dia de Páscoa.

E, como sempre, cumpriu-se a tradição.

Para além do sentido religioso da Páscoa, da visita de Cristo Ressuscitado a nossas casas, existe uma outra dimensão importante na visita pascal, também denominada compasso.

É neste dia festivo que todos enfeitam a sua rua, que abrem as suas casas aos vizinhos e amigos.

É neste dia que revemos amigos e familiares tantas vezes distanciados pela correria do dia a dia.

Que se cumpra a nossa tradição por muitos e bons anos.




segunda-feira, 23 de março de 2009

Primavera




Hoje de manhã, ao olhar pela janela, vi que chegou a Primavera.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Resposta ao amigo Paulo Gomes...

Primeiramente quero agradecer os teus comentários. Aliás, foi com essa intenção que este Blog foi criado. Mas, é a critica positiva que nos ajuda a avançar! E, por vezes, dizemos certas coisas que depois devemos retirar ou desculpar-nos.
Quanto à ARCO não sou o autor do Historial. Recebi o texto de alguém que, como tu, já fez parte dessa Associação e limitei-me a transcrevê-lo. Se aí há "gralhas", como mencionas, podias talvez enviar as informações correctas.
Em relação aos locais comerciais aparecem todos, suponho. A relação dos comércios também me foi enviada e se porventura algum não foi mencionado, garanto que de minha parte, não foi propositadamente. Além disso, nenhum comércio paga seja o que for, pelo que podiam talvez agradecer um favor, pequeno que seja, em vez de barafustar ou reclamar.
Sem partidarismos...
Dinis Bento

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Santo Amaro do Picoto






Ontem fui ao Santo Amaro do Picoto.


A chuva estragou a festa. Mesmo com mau tempo os romeiros eram em número bastante elevado.


Longe vão os tempos do Santo Amaro cheio de lama e barro, da necessidade de utilizar botas de cano alto, das famílias dispersas pelos matos com o seu lanche...

Hoje almoça-se nas barracas...

Ainda me lembro de, há mais de 40 anos, ir a pé com o meu avô, com uma cana na mão e cantar:




Santo Amaro do Picoto
P´ra mim foste um ladrão
Deste-me três pernas
E só duas chegam ao chão.